Os Efeitos Colaterais da Graça (Parte I)

Volto a contar aqui no blog mais uma de minhas experiências no Caminho. Mais uma vez Deus “me deu uma prova” (entre aspas porque Deus não precisa provar nada a ninguém, Ele é Deus e pronto, fim de papo) de que Ele quer relacionamento conosco de forma íntima e única, Ele vai falando conosco através de elementos presente no nosso dia a dia.

O relato desta experiência é possível ser feito neste texto mesmo, mas o estudo da Palavra a que esta experiência me remeteu não acredito ser possível colocar em apenas um texto. Portanto decidi dividir este relato/estudo em partes, às quais eu irei postar, pretendo eu, com uma regularidade semanal.

Bom, mas vamos à experiência propriamente dita, não é mesmo?

Pois bem, essa experiência advém do tratamento da doença de minha mãe. Após anos de buscas por diagnóstico, início desse ano (2010) tivemos uma amarga resposta para todos os sintomas que ela vinha apresentando: a doença dela é mal de Alzheimer! O mal de Alzheimer, ou doença de Alzheimer ou simplesmente Alzheimer é a forma mais comum de demência. Esta doença degenerativa, até o momento incurável e terminal, foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome. Esta doença afeta geralmente pessoas acima dos 65 anos, embora seu diagnóstico seja possível também em pessoas mais novas. Para mais detalhes sobre a doença, clique aqui.

Já depois de toda a longa caminhada entre hospitais até se chegar ao diagnóstico, entramos na fase de tratamento da doença. Este tratamento não visa a cura, que ainda não existe, mas tenta ao menos impedir que a doença avance mais rapidamente. Minha mãe tem agora que tomar um medicamento bastante caro, e ficamos mais alguns meses para conseguir recebe-lo gratuitamente através da Secretaria de Saúde no Estado do Rio de Janeiro.

Então chegou o dia de pegar o remédio! Ufa, que sufoco! Cada caixa do remédio custa R$400,00 e cada caixa dura uns 15 dias. Logo, vamos combinar que conseguir o medicamento de graça é uma vitória. Só não sabíamos que ainda tinha uma barra a enfrentar com essa situação.

Ao lermos a bula do remédio, verificamos que o mesmo podia gerar no paciente vários efeitos colaterais. Dentre eles: enjôo, náusea, vômito, tontura, entre outros mais fortes, porém menos comuns a todos os pacientes. A bula alertava ainda que tais sintomas, após o medicamento fosse sendo ministrado, desapareceriam gradativamente, até o ponto em que o paciente tomaria a medicação sem ser acometido dos efeitos colaterais informados.

Bom, mesmo lendo a bula, pensamos em casa: “ela vai ter que tomar, vamos em frente”. E assim fizemos. Já no primeiro comprimido ingerido, minha mãe passou muito, mas muito mal mesmo! Deu pena de ver, e nos desgastou muito ter que acompanhar a evolução dos efeitos colaterais, tudo conforme está descrito na bula. Ela vomitou tudo o que comeu, ficou completamente enjoada, com cólicas, já fragilisada pela doença chorava e perguntava porque estava tomando aquilo, nos perguntando qual era o problema dela… Isso sem contar que naquele dia não conseguia dormir, com ânsias de vomito a madrugada toda.

No segundo dia, tudo novamente, todos os efeitos colaterais estavam lá, sem parecerem ter ao menos diminuído sua intensidade. Eu, meu pai e meu irmão, reunidos na sala de casa, começamos a questionar: “não é melhor parar de dar o remédio e procurarmos o médico, porque se ela continuar assim não vamos suportar ver”?

Nesse instante, me veio o ponto chave de nossa reflexão: será que devemos desistir só porque dificuldades já anunciadas apareceram?

Mais adiante ainda, ainda com essa discussão rolando entre meu irmão e meu pai, pensei comigo: Senhor, quantas são as situações em que, porque sentimos as aflições que o Senhor nos disse que no Mundo sentiríamos (como a bula de remédio de minha mãe), deixamos de ter bom ânimo e desistimos da caminhada contigo? Quantas das vezes nos comportamos como agora minha família está, a ponto de desistir de Ti porque somos afligidos pelos “efeitos colaterais” da caminhada Contigo? Se o Senhor Jesus é a cura do nosso espírito, doente pela influência do Mundo e do pecado, porque desistimos do “tratamento de Deus”, que é Jesus, preferindo o pseudo “conforto” da doença ao invés de encarar as dores do tratamento em busca de cura, de Vida, e Vida em abundância?

Na mesma hora disse a minha família: nada de suspender o remédio! A bula já avisou que minha mãe passaria por isso, por esses efeitos colaterais. A bula também disse que, uma vez persistindo no remédio, esses sitomas desapareceriam. Portanto, porque nosso alárdio? Vamos confiar no que a bula prescreve, persistir no tratamento e confiar que a bula diz a verdade, que os efeitos do remédio vão passar. Não vamos esmorecer no tratamento, tudo o que ela está sentindo é para o próprio bem dela, para que o Alzheimer não a deixe prematuramente em cima de uma cama!

Depois fui para a Palavra, e não tive como não pensar no encontro do Jovem Rico com Jesus, como está em Marcos 10: 17-22. Daí vão me perguntar: “e o que esta passagem tem haver com doença, cura, tratamento, efeito colateral”? Bom, sobre isso, conforme havia dito no início deste texto, tratarei nos próximos posts.

Ah, é bom dizer que insistimos com a medicação da minha mãe, e ela já não sente mais nenhum efeito colateral do remédio que ela toma! Glória seja dada a Deus por isso!

Até a continuação deste texto!

Paz que excede todo entendimento seja sobre a vida de todos!

Grande abraço!

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Sobre Rodrigo Vilas Boas

Rodrigo Vilas Boas é cantor e compositor de Música Cristã. Tendo o Rock como veículo para anunciar as Boas Novas, seque sua trajetória preparando-se para gravar seu primeiro Álbum. Também busca através da Palavra e de suas experiências em Cristo dividir a Graça com a qual tem sido abençoado!

Publicado em 09/07/2010, em Experiências e marcado como , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Olá Rodrigo!!!! Não pude conter minhas lágrimas… Vc me emocionou!!!!!!!! Me vi vivendo uma situação igualmente difícil, pq por mais que tente, tem sempre um momento que pensamos em desistir de tudo… Me deu um refrigério e vale sim, a pena tentar! Pq desitir se QUEM ESTÁ COMIGO ME AJUDA O TEMPO TODO?
    Shalon e Bjus

    • Rodrigo Vilas Boas

      Juuuu! Deus é maravilhoso! É muito bom saber que Ele te deu refrigério através deste texto, desta minha experiência! Vamos continuar sempre crendo que vale a pena passar pelas aflições da vida para viver a Graça de Deus que nos cura! Tenhamos bom ânimo, pois Deus é conosco! Paz e bjs!

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